quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Agonia

O rosto espreme os olhos até que as lágrimas fujam deles, e então, depois de alguns minutos, completamente molhado, o rosto se satisfaz. Os braços se cruzam diante do peito, tentando mostrar toda indignação daquele corpo. A cabeça tomba para trás e os olhos se prendem no céu. As perguntas gritam, porém um lábio permanece pressionando o outro. As perguntas se espalham dentro de cada vaso sanguíneo; as dúvidas permanecem vivas.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Uma música calma, composta por palavras doces e gentis, me faz notar o silencio que os dias fazem por aqui quando tu não estás comigo. A música vai tocando, o silencio mórbido em torno dela me faz crer que tu não vens hoje, e eu sei disso. Eu sinto. Ela soa alto nos meus ouvidos, mas eu não me embalo nem um pouco. Por que me embalaria se ao mesmo tempo em que a música vai colocando ritmo nas suas palavras doces e gentis, ela canta coisas tristes pra mim? Essa música me chateia, mas por motivos desconhecidos eu não consigo deixar de ouvi-la, porque ela me leva até meu interior para que eu possa te encontrar e eu sempre te encontro. Eu não tenho motivos pra chorar, eu te tenho, porém não tenho motivos, também, para conter as lagrimas que tendem a cair.